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MUDANÇA DE CARREIRA REQUER PLANEJAMENTO E ESTUDO
Segunda, 8 de Fevereiro de 2010


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O médico ginecologista Antonio Pereira, de 60 anos, desistiu de ter um consultório, mas não da Medicina. Há quase dez anos, abriu uma empresa de auditoria médica e, hoje, lida muito mais com números do que com pacientes.

O advogado Marcelo Sanches, de 37 anos, também abriu sua empresa, mas não na área jurídica. Embora as lições de Direito lhe confiram uma boa base para redigir seus contratos, seu negócio é o ramo imobiliário.

O que essas histórias têm em comum é o fato de serem pessoas que tiveram uma formação, mas, ao longo da vida, optaram por seguir outro caminho. Segundo a consultora Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, esse tipo de “desvio” é mais comum do que se imagina.

Novo interesse - “Hoje, a pessoa começa a carreira em uma área e, no exercício de sua profissão, faz interface com outras que podem despertar seu interesse a tal ponto de motivá-la a adquirir os conhecimentos e habilidades necessárias para atuar nessa segunda área”, diz.

Foi o que aconteceu com a relações-públicas Claudia Otani, de 44 anos. Formada em Psicologia, ela foi designada pela empresa em que trabalhava para atuar na área de marketing e eventos. “Me apaixonei pelo trabalho”, resume Claudia.

Quando escolheu a Psicologia, ela diz que sua motivação era ajudar as pessoas a entender um pouco mais sobre elas mesmas. “Mas mal sabia eu que para ajudar o outro, teria que me conhecer primeiro. E nisso, descobri que gostava de trabalhar com eventos.”

Hoje ela coordena eventos corporativos e cerimoniais. “Eu lido com todos os tipos de pessoas e tenho que saber atendê-las de maneiras diferentes. Nisso, a faculdade de Psicologia me ajudou muito.”

Jacqueline Resch diz que essa mudança de carreira no caminho não denota falta de planejamento, mas, sim, uma capacidade de abertura para o novo e interesse em conhecer coisas novas. E isso é positivo.

“São comuns casos de engenheiros que começam a carreira na área técnica e migram para a área comercial, trabalhando com vendas técnicas. Também não é raro encontrar profissionais da área financeira que mais tarde se interessaram pela carreira em Recursos Humanos ou Remuneração”, conta.

Na mala - Qualquer mudança, contudo, requer preparo: seja bagagem de conhecimento adquirida em cursos ou, pelo menos, experiência na nova área. “Além das competências técnicas, ele precisa analisar quais outras habilidades necessita desenvolver para atuar com sucesso nessa segunda carreira. Por exemplo, ele pode ser um excelente especialista, mas não pode se esquecer que, como consultor, precisará vender seu produto para o mercado”, aponta a consultora.



Fonte: IG com Ascom do Senac Paraíba



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