O médico
ginecologista Antonio Pereira, de 60 anos, desistiu de ter
um consultório, mas não da Medicina. Há
quase dez anos, abriu uma empresa de auditoria médica
e, hoje, lida muito mais com números do que com pacientes.
O advogado Marcelo Sanches, de 37 anos, também abriu
sua empresa, mas não na área jurídica.
Embora as lições de Direito lhe confiram uma
boa base para redigir seus contratos, seu negócio é
o ramo imobiliário.
O que essas histórias têm em comum é o
fato de serem pessoas que tiveram uma formação,
mas, ao longo da vida, optaram por seguir outro caminho. Segundo
a consultora Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch
Recursos Humanos, esse tipo de “desvio” é
mais comum do que se imagina.
Novo interesse -
“Hoje, a pessoa começa a carreira em uma área
e, no exercício de sua profissão, faz interface
com outras que podem despertar seu interesse a tal ponto de
motivá-la a adquirir os conhecimentos e habilidades
necessárias para atuar nessa segunda área”,
diz.
Foi o que aconteceu com a relações-públicas
Claudia Otani, de 44 anos. Formada em Psicologia, ela foi
designada pela empresa em que trabalhava para atuar na área
de marketing e eventos. “Me apaixonei pelo trabalho”,
resume Claudia.
Quando escolheu a Psicologia, ela diz que sua motivação
era ajudar as pessoas a entender um pouco mais sobre elas
mesmas. “Mas mal sabia eu que para ajudar o outro, teria
que me conhecer primeiro. E nisso, descobri que gostava de
trabalhar com eventos.”
Hoje ela coordena eventos corporativos e cerimoniais. “Eu
lido com todos os tipos de pessoas e tenho que saber atendê-las
de maneiras diferentes. Nisso, a faculdade de Psicologia me
ajudou muito.”
Jacqueline Resch diz que essa mudança de carreira no
caminho não denota falta de planejamento, mas, sim,
uma capacidade de abertura para o novo e interesse em conhecer
coisas novas. E isso é positivo.
“São comuns casos de engenheiros que começam
a carreira na área técnica e migram para a área
comercial, trabalhando com vendas técnicas. Também
não é raro encontrar profissionais da área
financeira que mais tarde se interessaram pela carreira em
Recursos Humanos ou Remuneração”, conta.
Na mala - Qualquer
mudança, contudo, requer preparo: seja bagagem de conhecimento
adquirida em cursos ou, pelo menos, experiência na nova
área. “Além das competências técnicas,
ele precisa analisar quais outras habilidades necessita desenvolver
para atuar com sucesso nessa segunda carreira. Por exemplo,
ele pode ser um excelente especialista, mas não pode
se esquecer que, como consultor, precisará vender seu
produto para o mercado”, aponta a consultora.
Fonte: IG com Ascom do Senac Paraíba
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