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USO DE FILTRO SOLAR É INDISPENSÁVEL TAMBÉM NO ESCRITÓRIO
02.02.2010


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Parece estranho dizer que é preciso se proteger da luz do escritório, em sua maioria, as emitidas pelas lâmpadas fluorescentes ou as chamadas luz fria. Mas não é. Essa conduta é recomendada por dermatologistas. Para se ter uma idéia, de acordo com o FDA (Food and Drug Administration) - órgão norte-americano que fiscaliza medicamentos e alimentos - oito horas de exposição à luz artificial, usada em espaços fechados, equivale a 1 minuto e 20 segundos de exposição solar em um dia claro de verão.

Pouco, é verdade, se formos analisar isoladamente. Mas temos que pensar que são anos a fio dentro desses ambientes, ou seja, 29 minutos por mês (supondo que a pessoa trabalhe de segunda a sexta) e ao final de cada ano equivale a ficar 5 horas e 48 minutos sob o sol. Agora, depois de calcular o tempo de exposição em um ano, podemos perceber que não é tão insignificante assim cada minuto por dia.

Portanto, já que o efeito é cumulativo, vale a pena acreditar e se proteger. "A diferença entre as duas luzes, a solar e a artificial, está na quantidade e intensidade de raios ultravioletas emitidos. A radiação da luz dos escritórios é bem mais baixa, mas temos que considerar que esse contato durante décadas é que representa o risco", explica a dermatologista Carolina Ferolla, de São Paulo.

Apesar de não existir nada comprovado cientificamente, os poucos registros clínicos organizados sobre o assunto apontam que entre os principais danos da luz artificial sobre a cútis está a pigmentação cutânea. "Faz sentido, pois ela também age no melanócito, célula produtora de melanina, cuja função é dar cor à pele", afirma o dermatologista Adilson Costa, chefe do Ambulatório de Dermatologia Estética e Acne da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp). "Com isso, as temidas manchas, responsáveis pelo envelhecimento cutâneo, podem ser estimuladas e se estabelecerem na pele", justifica o médico, que avisa ainda que para retirar esses sinais é preciso tratamento dermatológico.

"Os danos são, ainda que em escalas muito menores, os mesmos causados pelo sol: lesão celular e formação de radicais livres, o que acaba causando envelhecimento precoce", sintetiza a dermatologista Maria Aldora Cruz, coordenadora do Ambulatório de Dermoestética do Centro de Estudos da Sociedade Brasileira de Dermatologia Estética do Rio de Janeiro. A médica faz um alerta: "além das luzes do teto, deve-se tomar cuidado também com as luminárias de mesa, que geralmente têm luz fria e ficam muito próximas à face; e com a exposição excessiva na frente do computador, pelo mesmo motivo".

Proteção máxima

Para entender melhor como as chances de danificar a pele aumentam sob a luz fluorescente, é preciso falar o essencial: ela emite raios ultravioleta A, assim como o sol. Mas como já foi dito, em quantidades significativamente mais baixas, porém o suficiente para comprometer a saúde da cútis em longo prazo. E já que os danos existem é preciso se cuidar. Nesse caso, a proteção é simples: basta lançar mão de um bom protetor solar, pois ainda não se tem notícia de um cosmético específico para proteger da luz artificial.

"O fator de proteção deve ser no mínimo 30, já que normalmente as pessoas não adotam a quantidade, a freqüência e os intervalos de reaplicação necessários para uma proteção eficiente no dia-a-dia", esclarece Carolina Ferolla. "Já para a pele negra, que contém mais melanina, que nesse caso funciona como um mecanismo natural de proteção, é suficiente um filtro 15", evidencia Aldora Cruz.

Cor da pele e FPS à parte, a ordem é aplicar o produto regularmente. "Pode ser a cada duas horas. É necessário cobrir o rosto inteiro, como se fosse uma máscara, até ficar com um brilho uniforme discreto. O mesmo deve ser feito nas mãos, outra região muito exposta também", sinaliza Adilson Costa. Vale lembrar que o colo, ombros e braços, normalmente estão cobertos pelas roupas nessa estação, já que a temperatura começa a cair. E no verão, a própria preocupação das pessoas com o sol, faz com que tenham mais disciplina com o cosmético e fiquem protegidas também nos locais fechados, com luz artificial.




Fonte: UOL com Ascom do Senac Paraíba



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